Dislexia
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Bush e as Gafes Lingüísticas
 
Vicente Martins

As gafes lingüísticas do presidente Georg W. Bush Jr são evidências muito
concretas de uma dislexia que se severa a cada ano, a cada evento, a cada nova circunstância política.
Mais recentemente, durante sua visita ao Japão, em entrevista coletiva
conjunta com o primeiro-ministro japonês Junichiro Koizumi, Bush disse “desvalorização” em vez de “deflação”, o que acabou por provocar pânico no mercado de câmbios.

Qual a origem dos lapsos de Bush Jr? Os tropeços verbais de Bush não são de hoje.
Ele é famoso por suas inumeráveis gafes lingüísticas em matéria de política internacional.
Decerto, isso não ocorre somente por ignorância ou desinformação, mas por ser portador de
dislexia.

Durante sua campanha à Presidência dos EUA, seus lapsos gramaticais e, principalmente, ao inventar, nos discursos de improviso, palavras inusitadas e estranhas ao idioma inglês, tal comportamento lingüístico indicava, para os opositores, um despreparo para assumir a presidência dos EUA. Todavia, a dislexia de Bush, herança familiar, não compromete nem comprometeu, até agora, sua inteligência e capacidade de liderar o País.

Bush é um disléxico com visão de mundo, e ficará na história, não apenas pelos atentados de
11 de setembro, mas também como um homem que faz a auto-anulação de seus erros, ao admitir
e rir dos lapsos de linguagem. Quando erra, quando troca letra ou palavra, não pensa em duas
vezes para, em seguida, pedir desculpas ao interlocutor pela troca involuntária e dá um
sorriso franco, próprio de quem aprendeu a vencer os próprios limites de linguagem verbal. O que acontece com Bush aconteceu com figuras proeminentes como Leonardo Da Vinci, William Butler Yeats, Albert Einstein e também o ex-governador de Nova York David Rockefeller.

Ao que tudo indica a dislexia de Bush é hereditária. O avô de George Bush Jr, Prescott Bush, era disléxico. As dificuldades de leitura também podem ser constatadas no seu irmão Neil,
que já recebeu um diagnóstico de dislexia. Da família, Bush Jr, em que pese ter consciência do problema lingüístico, ainda não se submeteu aos testes de diagnóstico de dislexia.

Sua mãe, Bárbara, porém, tem participado de várias campanhas sobre o esclarecimento dessa síndrome e admite, publicamente, as dificuldades de leitura e de compreensão de textos nos
demais membros da família.

No caso da troca de “deflação” por “desvalorização”, esta clara manifestação de comportamento disléxico recebe, no âmbito dos estudos sobre as dificuldades de leitura , o nome de paralexia
verbal. A paralexia designa o comportamento de um paciente que substitui uma palavra por outra quando lê ou escreve.O disléxico escuta bem, mas não pode processar rapidamente todos os sons
de uma palavra. Desse modo, quando repete uma palavra que escutou o faz omitindo ou alterando
o lugar ou contexto dos sons da palavra. Por isso, em geral, falta ao disléxico, a consciência fonológica.
 


Por ser um presidente de uma grande potência mundial, o comportamento disléxico de Bush
tem sido desastroso não só para a sua própria imagem de estadista, objeto de muita chacota por parte de políticos e jornalistas do mundo inteiro, mas compromete, por vezes, a paz mundial,
quando apresenta sinais de beligerância, cansaço, stress ou humor visceral, como os verificados
na declaração de guerra ao Afeganistão.

Uma outra compreensão de sua dislexia pode nos levar a afirmar que suas dificuldades verbais revelam seu desconhecimento para tratar com a etnolingüistica do mundo ocidental e oriental,
o que certamente, justificaria que, em muitos de seus discursos, chame “kosovarianos” aos kosovares, “grecianos” aos gregos, “timorianos” aos timorenses. Ou, ainda, que confunda, Eslováquia por Eslovênia e aos talibães com um grupo de rock.Mais recentemente, termos
como “ declaração de guerra” e “eixo do mal”, sem o peso da carga semântica que a mídia
parece supor, indicam o risco, sempre iminente, de confronto mundial.Em todo caso, consciente
de suas limitações no plano da linguagem verbal, Bush Jr tem se comportado como um “ator de discurso memorizado” e tem procurado, outrossim, convencer seus eleitores de que pode ser Presidente não apenas com palavras, mas com gestos. Eis então a explicação porque um disléxico conseguiu chegar à Presidência dos EUA: desenvolveu a capacidade de gostar das pessoas, de
ouvir e de estar sempre próximo do povo.

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Vicente Martins
Professor Assistente de Língua Portuguesa e Lingüística dos Cursos de Letras e Pedagogia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). Graduado e pós-graduado em Letras pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) com mestrado em Educação e área de concentração em política educacional, pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Coordena, desde 1995, o Núcleo de Estudos Lingüísticos e Sociais(NELSO/UVA).

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