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A Mídia, A Criança e a Publicidade
Gisele Lazarino Cunha
Por ser detentora de grande poder, a mídia tenta atrair e
conquistar o seu público de todas as formas possíveis e inimagináveis, tendo quase sempre uma programação
específica para o público infanto juvenil.

Introdução


Diante de tópicos diversificados que envolvem a relação com
a publicidade e o poder de massa em nossa sociedade atual;
nosso trabalho trata de questões existentes relacionadas
com a mídia, a criança e o adolescente; a publicidade infantil,
a relação dos sonhos e o poder da realidade como também a formação cultural na sociedade.

No entanto, a junção de todas essas questões, traz à tona uma idéia fixa, onde desde que o mundo é mundo, não existe linguagem, não persuasiva; na televisão ou fora dela, em situações presentes na própria sociedade e até mesmo, muitas vezes presente nas religiões e igrejas, a persuasão é constante, sendo esta pelo âmbito de apenas conhecer e instruir dentro de cada um, a vontade de ser e
sentir como aquele que divulga determinado produto que por um momento venhamos a desejar.

A persuasão é poderosa e freqüente em todos os fatores que englobam a publicidade, levando consequentemente o indivíduo ao sonho e a não realidade, logo, nesse exato momento é analisado, essa questão da relação dos sonhos e
o poder da verdade, que vai causar uma forte influência na formação cultural
da própria sociedade e da criança em desenvolvimento.

Com o extremo objetivo de sermos claros em nossa linguagem; a seguir mostraremos as situações em que a "publicidade não joga para perder"

A Criança e a Mídia

Por ser detentora de grande poder, a mídia tenta atrair e conquistar o seu público de todas as
formas possíveis e inimagináveis, tendo quase sempre uma programação específica para o
público infanto juvenil.

Na televisão, temos desenhos animados e programas infantis, já para os adolescentes séries de enlatados nacionais como a tão conhecida "Malhação" que nada acrescentam a esses jovens;
na grande indústria cinematográfica, temos grandes produções destinadas as crianças e adolescentes, de todas as idades, com filmes, contos, que se utilizam
cada vez mais da grande tecnologia; na mídia impressa, utilizam-se do poder das cores e desenhos cada vez mais atrativos, como
podemos constatar em visita à um jornaleiro as revistas encontradas
para crianças e adolescentes foram as seguintes:

Revistas de músicas » umas ensinado a tocar instrumentos outras apenas com fotos e letras de música de cantores e grupos famosos.
Revistas de jogos " games" » dando dicas de jogos, macetes para vencer o jogo ultrapassando os obstáculos.
Querida / Carícia / Ana Maria » falam de beleza, moda, namoro, drogas, experiências vividas e incentivam o sexo na adolescência.
Astral » sexo, trabalhos, simpatias e algumas poucas notícias.
Sonho » fala de sonhos e seus mistérios.
Signo » perfil de todos os signos e seus astros.

Revistinhas em quadrinhos: ( a maioria para homens)

Marvel , Shazan , X-Men , Superboy, Wolverine, Fator X, Batman, Super Homem
Star Man, Aladin, Pato Donald,Zé Carioca,Frajola e Piupiu,Pernalonga

Bom, pelo que se pode observar, até mesmo pelo nome e títulos das revistas é que a maioria é
de violência, não só com fotos de horror, mais também assuntos de verdadeiro pavor, levando a violência aos lares não só brasileiros mais no mundo todo, pois sabe-se que estas histórias são
em sua maioria importadas.

Ao meu ver um verdadeiro crime, dar uma revista dessas à uma criança, facilmente influenciável, assim como deixar que um filho assista certos filmes de lutas e violência como, ( Jaspion, Changeman, Churato, Cavaleiro dos Zodiacos). Como sabemos, criança gosta de imitar tudo que vêm, então, ao ver ou ler esse tipo de programa, passa a agir tal como seus heróis, influenciando enormemente a sua criação e desenvolvimento, podendo crescer uma criança violenta agressivas, que desrespeitam os pais falam palavrões e com uma mentalidade cruel do mundo.

Com o seu poder utópico, ou seja com "o mundo encantado", a mídia, vem conquistando cada vez mais as crianças que são praticamente induzidas a viver num mundo de sonhos e fantasias, onde
o bem vence o mal; o mocinho sai vitorioso e o bandido é preso ou exterminado; a princesa
encontra o príncipe; em fim, histórias todas com final feliz.

Todas essas experiências, a criança transfere para o seu dia-a-dia, mas geralmente elas acabam
se decepcionando ao perceber que tudo não passa de uma grande utopia, muitas vezes totalmente diferente de sua vida habitual, quotidiana.

Toda essa programação, cada dia mais, vem conquistando as crianças que se deixam levar pelo mundo do sonho e fantasia, tão atrativo e diferente. As crianças ficam tão fixadas pelo desenho,
que as pessoas que falam ao seu redor não representam nada, pois elas só têm ouvidos e olhos
para os eletrônicos, tornando-se verdadeiros robôs, como se o mundo fora da tela não existisse.

Mas, se pararmos para observar, a preocupação da mídia com a criança veremos que é
praticamente zero, como foi verifica no trabalho anterior, onde podemos notar o pouco caso que
faz das crianças, em analisa dos jornais O Globo, JB, O Dia e o Fluminense , e o único jornal que pareceu mais se interessar por esse assunto foi O Dia, mesmo assim de uma maneira
sensacionalista e massacrante, dando continuidade a reportagens que só falam de morte e sofrimento; como se atirassem para todos os lados, mostram matérias sobre crianças de óticas diferentes. Já O Globo e o JB pouco se lembraram da existência delas, apenas com uma única reportagem, o Fluminense, falou, mas, mais em virtude do dia da criança, indicando locais para diversão delas, mesmo assim só para as com condições financeiras favoráveis.

De um modo geral a mídia pouco se importa com o que acontece ou deixa deixa de acontecer, com as crianças e adolescentes do nosso Brasil. Vez por outra, troca-se uma ou outra informação, geralmente de tragédia relacionando crianças com drogas, crimes e miséria que assola o país, ou de crianças que possuem computadores e são os maiores feras no vídeo game, enquanto que as outra desfavorecidas, brincam com pedaços de brinquedos "quando têm". Lembro da reportagem que a Globo fez na semana da criança, onde, um reporte mostrou para as crianças "ricas" a vida
na favela onde estão a maioria das crianças "pobres", mostrando que lá eles têm liberdade para brincar ao ar livre e com toda pobreza muitas conseguem ser feliz, e estas foram levadas ao shopping, lugar que a maioria delas nunca tinham ido, ficaram lisonjeadas , entusiasmadas com
todo aquele luxo e ‘fantasia’ -pelo menos para elas - até porque o que se encontra lá, na maioria, eles não poderão ter, até por que o pouco dinheiro que possuem é para a sobrevivência.

Certo, tudo isso foi feito, mas penso eu, será que teve algum resultado positivo? Bom, talvez do
lado dos " rico" sim, pois eles puderam ver que nas favelas, também existem pessoas boas e crianças como elas, que gostam de brincar e a única coisa que querem é ser feliz, mas e as
"pobres" , foi mostrado à elas todo um mundo, que não passa de ilusão, talvez, ficaram com raiva por saber que não podem adquirir a maioria das coisas ali vendidas, outras pensaram que vão
Ter que trabalhar muito para conseguir alguma daquelas coisas. Mas, em que isso as ajudou?

Acho, que somente colocou mais a mostra a grande diferença entre as classes sociais; está certo
que no momento em que elas se encontraram em um lugar ‘neutro’, todas ficaram iguais, só
queriam brincar, se divertir e esquecer de tudo mais.


A Publicidade e a Criança

Graças a mídia, a publicidade vem agindo cada vez mais e tentando de todas as formas influenciar seu público infanto juvenil, de modo que venham a consumir seus produtos.

Com propagandas, anúncios, outdoors, cartazes mais atrativos, a publicidade procura atrair e fazer das crianças consumidores com voz e poder de compra. De maneira que elas vêm tanto uma
coisa que não conseguem esquecer e vivem implorando, muitas vezes obrigando seus pais a
comprar um certo brinquedo ou produto.

Nos dias de hoje, tudo que desejamos, sonhamos e até concretizamos, é um simples processo decorrente da própria publicidade. É através dela que somos incentivados a comprar ou possuir
um produto, seja ele benéfico ou ruim para o indivíduo; a publicidade persuade, manipula mentes
e faz sentir como a atriz que é uma estrela e usa sabonete "Lux Luxo".

Ao mesmo tempo, é transformadora de opiniões, muitas vezes por inexistência de informações,
não sabemos "nada" sobre um determinado produto, mas começa a ser mostrado, com muitas
cores, demonstrando uma vida saudável; o indivíduo passa a ter necessidade de se sentir igual
como uma própria propaganda do Hollywood, quando diz: Ao Sucesso..."

Partindo do que acabamos de citar, se a propaganda manipula e persuade de maneira intensa a mente dos adultos que de certa forma, já tem opinião formada, e as crianças?

Sendo vista pelo âmbito infantil, a publicidade é poderosa e não dá "ponto sem nó". Arriscando
e depositando todos os seus recursos naturais, ela é mais do que nunca persuasiva. Altamente perigosa, a propaganda dirigida as crianças e jovens, instituiu dentro delas, um desejo
incontrolável de possuir algo que na maioria das vezes seus pais não podem dar devido a sua
classe social, sem falar que determinados produtos não trazem nenhum benefício a essas crianças, apenas o fator da compulsividade; a idéia fixa de que "eu tenho que ter".

No entanto quando citamos todos esses tópicos em um só processo, podemos observar que de alguma maneira vai haver um distúrbio no lado psicológico da criança. Favorável ou desfavorável, não importa, o que vem ao caso é que sem sombras de dúvidas, essa criança pode vir a se tornar rebelde se não concretizar seu desejo de possessão, e se conseguir adquiri-lo, com muita
facilidade, venha a se tornar uma criança mimada e totalmente arrogante e insuportável.

Para se obter uma aceitação do público em relação aos produtos lançados é necessário que se
utilize de vários artifícios, que levem o público alvo a consumir o tal produto.

Um dos fatores mais importantes numa boa propaganda, é a maneira em que ela é apresentada, utilizando como principais recursos (a) parte auditiva e (b) parte visual

O som, uso da linguagem oral.
(b) As cores, as imagens, formas, símbolos, sinais.

Temos um grande fascínio pelo mundo da publicidade. Por tudo  que nos é mostrado dentro de
cada anúncio., Um mundo onde produtos são sentimentos e a morte não existe.
Que é parecido com a vida e, no entanto, completamente diferente, postos que sempre bem sucedidos onde o quotidiano se forma em pequenos quadros de felicidade absoluta e impossível. Onde não habita, a dor, a miséria, a angústia, a questão.
Onde seres vivos não têm fragilidade humana.
Lá, no mundo do anúncio, a criança é sempre sorriso, a mulher desejo, o homem plenitude,
a velhice beatificação, sempre a mesa farta, sagrada família, a sedução.
Mundo nem enganoso nem verdadeiro, pois seu registro é da mágica.

A publicidade retrata o quotidiano através dos símbolos. O discurso publicitário fala sobre o
mundo, sua ideologia é a forma de controle social. Fazendo do consumo um projeto de
vida, idealizado na elite.

As propagandas direcionadas as crianças, são mais atrativas, para chamar mais atenção e
induzi-las a querer determinado produto. Para isso os objetos ganham vida e fala E. Colheres
que vão dançando até o copo de geléia. Coisas que somente seriam conseguidas
através da imaginação.

Outro exemplo é usar animais na sedução do anúncio. Com os animais, podemos citar filmes, novelas, programas além de vários anúncios, onde eles adquirem vida ou até crianças se
fantasiam de animais como no anúncio da Parmalat, conquistando não só o público infanto
juvenil mais também os adultos.

Vale lembrar que desde a antiguidade os bichos sempre foram mitos e símbolos até de
Deuses em muitas religiões

Quanto a Mídia Poderia Ajudar no Que Diz Respeito Ás Crianças?

Já sabemos, que a mídia é altamente persuasiva no que diz respeito às crianças, modificando
hábitos e transformando mentes. No entanto é feita toda uma pré análise de como se vai atuar no mercado, ou seja, demanda correspondente ao produto. É desenvolvido paralelo a essa análise
um processo "poderosíssimo" de persuasão, onde propagandas de televisão, anúncios de
revistas, outdoors, fazem mesmo no imaginário, o público infantil simplesmente "viajar"
neste mundo de pura ilusão.

Seria bastante benéfico, se houvesse uma preocupação maior com a formação educacional e
menos com beleza estética de seus produtos e anúncios que são levados ao ar a todo instante.

Fica perceptível o verdadeiro intuito da mídia, seria necessário e satisfatório haver mais
programas educacionais, voltados voltado de maneira geral para o público infantil,



primordialmente destinado às crianças carentes explorando o raciocínio e despertando cada vez
mais a sabedoria, levando a elas instruções e dicas para serem aplicadas no seu dia-a-dia.
Deveria ser feita uma limpeza nas programações, principalmente no horário onde crianças
estão na frente da TV, colocando programas educativo.

A mídia deveria se preocupar mais com o tipo de programação infanto juvenil devendo haver
mais influência da censura, que não poderia deixar passar qualquer tipo de programa para
crianças, ainda mais por se tratarem de menores.

Algumas experiências recebidas pela imprensa são totalmente inúteis, os chamados "lixo
eletrônico" o qual não ajudam em nada, pelo contrário, só faz afastar as crianças cada vez
mais do mundo real.

Existem diverso fatores que influenciam na manipulação da mídia no filtro de informações.
A mídia acaba manipulando e influenciando a própria sociedade. Tendo como objetivo executar
e controlar a veiculação de campanha ou ainda os meios ou veículos de comunicação.

Entretanto, existem inúmeros caminho e opções para que o objetivo, venha a se tornar uma
realidade totalmente distante do poder da persuasão da mídia.

Conclusão

As crianças são atraídas não só pela mídia, mais também pela publicidade e muitas vezes por seus pais que lhes apóiam a viver em um mundo de pura fantasia, onde só prevalece o imaginário.

A publicidade vem tentando cada vez mais, conquistar as crianças, com produtos e propagandas miraculosas, fazendo com que elas, fiquem vidradas e só pensem em consumir, por mais que não saibam do que se trata, com um grande detalhe, não se preocupa com os problemas que essas crianças poderão vir a ter mais tarde, o que importa é vender, nada mais.

Seria necessário que pudéssemos tentar mudar um pouco esse poder de persuasão das propagandas que só trazem as crianças, sonhos e desejos as vezes jamais alcançáveis, fechando um círculo de futuros objetivos a serem concretizados que com certeza trariam melhores resultados as mesmas.
Para saber mais

LIVROS

» Tudo que você precisa saber sobre televisão para nunca passar vergonha –
Spence, Richard e Ameronge, Victor Van. – Ediouro

» Magia e Capitalismo – Rocha Guimarães, Everardo

» Comunicação é mito – da Távola, Artur – Editora Nova Fronteira

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GISELE LAZARINO CUNHA
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