Thomas Nagel
Filosofia
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Uma breve introdução à filosofia
“O problema mente-corpo”
 
Thomas Nagel
filósofo político norte-americano, professor de direito na Universidade de Nova York

Na opinião de Thomas Nagel ainda não nos foi possível resolver o problema mente-corpo pois ainda não possuímos os conceitos adequados para o fazer. Como é que de sistemas físicos como o cérebro, o sistema nervoso, os neurônios, etc., surgem os estado mentais e conscientes, qualitativamente diferentes dos anteriores? Todavia há esperança.

O que é a filosofia?


As nossas capacidades analíticas estão muitas vezes já altamente desenvolvidas antes
de termos aprendido muita coisa acerca do mundo, e por volta dos catorze anos muitas pessoas começam a pensar por si próprias em problemas filosóficos —
sobre o que realmente existe, se nós podemos saber alguma coisa, se alguma
coisa é realmente correta ou errada, se a vida faz sentido, se a morte é o fim.
Escreve-se acerca destes problemas desde há milhares de anos, mas a matéria-prima filosófica vem diretamente do mundo e da nossa relação com ele, e não de escritos do passado.
É por isso que continuam a surgir uma e outra vez na cabeça de pessoas que não leram nada acerca deles.

[...] Não discutirei os grandes escritos filosóficos do passado nem o contexto cultural desses escritos. O núcleo da filosofia reside em certas questões que o espírito reflexivo humano
acha naturalmente enigmáticas, e a melhor maneira de começar o estudo da filosofia é
pensar diretamente sobre elas.
Uma vez feito isso, encontramo-nos numa posição melhor para apreciar o trabalho de outras pessoas que tentaram solucionar os mesmos problemas.

A filosofia é diferente da ciência e da matemática. Ao contrário da ciência, não assenta
em experimentações nem na observação, mas apenas no pensamento. E ao contrário da
matemática não tem métodos formais de prova.
A filosofia faz-se colocando questões, argumentando, ensaiando idéias e pensando em
argumentos possíveis contra elas, e procurando saber como funcionam realmente
os nossos conceitos.

A preocupação fundamental da filosofia é questionar e compreender idéias muito comuns
que usamos todos os dias sem pensar nelas. Um historiador pode perguntar o que aconteceu
em determinado momento do passado, mas um filósofo perguntará: «O que é o tempo?»
Um matemático pode investigar as relações entre os números, mas um filósofo
perguntará: «o que é um número?»
Um físico perguntará o que constitui os átomos ou o que explica a gravidade, mas um
filósofo irá perguntar como podemos saber que existe qualquer coisa fora das nossas mentes.
Um psicólogo pode investigar como as crianças aprendem uma linguagem, mas um filósofo perguntará: «Que faz uma palavra significar qualquer coisa?»
Qualquer pessoa pode perguntar se entrar num cinema sem pagar está errado, mas um
filósofo perguntará: «O que torna uma ação boa ou má?»

Não poderíamos viver sem tomar como garantidas as idéias de tempo, número,
conhecimento, linguagem, bem e mal, a maior parte do tempo; mas em filosofia investigamos
essas mesmas coisas.
O objetivo é levar o conhecimento do mundo e de nós um pouco mais longe.
É óbvio que não é fácil.
Quanto mais básicas são as idéias que tentamos investigar, menos instrumentos temos
para nos ajudar. Não há muitas coisas que possamos assumir como verdadeiras ou tomar
como garantidas. Por isso, a filosofia é uma atividade de certa forma vertiginosa, e poucos
dos seus resultados ficam por desafiar por muito tempo.
NAGEL, Thomas (1997)


Uma Hipótese Empírica para o
Problema Mente-Corpo*


Este texto é uma síntese da posição de Thomas Nagel da hipótese empírica da
necessidade da identidade entre estados mentais e estado cerebrais.
Se a aparência da contingência na relação mente-cérebro é ilusória, então a tese de
que mente e cérebro estão contingentemente relacionados fica enfraquecida
dando mais credibilidade à hipótese empírica de que os estados mentais são estados cerebrais.

Neste texto mostra-se como o argumento para a aparência da contingência não colhe e descreve-se em termos abstratos o caráter lógico e conceptual de uma teoria empírica futura que explique a necessidade da identidade psicofísica.

O caminho a percorrer é o seguinte: inicialmente esboça-se o argumento
(modus tollens) de Saul Kripke apresentado em Naming and Necessity
(Kripke 1980)  na versão identidade particular-particular;
depois dá-se relevo à segunda premissa do argumento, na medida que é sobre esta que
se centram as objeções de Nagel;
em seguida, e até ao final, sintetiza-se a posição de Nagel relativamente à hipótese
da necessidade da identidade psicofísica.

Argumento de Kripke (identidade particular-particular)


As teses materialistas particular-particular defendem que um acontecimento
mental particular, por exemplo, uma dor de dentes que um sujeito tem numa ocasião, é
idêntico a um acontecimento cerebral particular, por exemplo, um disparar de fibras-C
numa zona específica do cérebro.
Kripke considera a seguinte condicional como primeira premissa: se os materialistas
consideram esses acontecimentos como sendo idênticos, então têm de considerar a
identidade em questão análoga às outras identidades teóricas da ciência, ou seja,
como sendo uma identidade necessária.

A identidade de água com H2O ou a identidade de calor com a agitação das partículas
são identidades necessárias, onde os termos dessas identidades são designadores
rígidos que se aplicam às mesmas coisas em todos os mundo possíveis.

1 A segunda premissa é a negação do consequente da primeira premissa.
Dadas as intuições cartesianas é metafisicamente possível que o acontecimento mental
particular, neste caso a dor de dentes que um sujeito tem numa dada ocasião, seja
distinto.

A tese da rigidez é dispensável, pois no caso dos termos em questão forem considerados
como designadores flexíveis basta lê-los de re para termos a mesma consequência.

Acontecimento cerebral particular, por exemplo, o disparar de fibras-C no cérebro que
sistematicamente lhe está associado.

Logo, os acontecimentos mental e cerebral particulares são distintos.
Dada a quase indisputabilidade da primeira premissa, as objeções ao argumento
incidem sobre a segunda premissa da possibilidade dos acontecimentos mental e
cerebral particulares serem metafisicamente distintos.
O defensor da necessidade das identidades psicofísicas pode objetar que da mesma forma
que existe uma ilusão de contingência em situações empíricas no mundo, existe também
uma ilusão de contingência entre estados mentais e estados cerebrais que
sistematicamente lhe estão associados e, assim, a segunda premissa é falsa.

A segunda premissa do argumento de Kripke é suportada pelo princípio geral
que se uma situação é concebível, então é metafisicamente possível. Explicada a ilusão
de contingência em situações empíricas, analogamente explicar-se-ia a ilusão de
contingência na relação entre estados mentais e estados cerebrais. Portanto, tratam-se de
situações aparentemente concebíveis; mas que são, de fato, situações metafisicamente
impossíveis; logo, não são situações concebíveis.

Kripke considera que não é correta a analogia da ilusão de contingência.
Se parece ser concebível existir uma dor de dentes lancinante e não existir um
disparar de fibras-C no cérebro que sistematicamente lhe está associada (e vice-versa),
essa situação não se explica pela confusão com a situação metafisicamente possível
da sensação de dor de dentes ser causada por outra coisa qualquer que não o
disparar de fibras-C (e vice-versa). Pois, no caso de uma dor, necessariamente, se existe,
então é sentida como dor. Uma sensação de dor de dentes não é possível que seja uma
dor de dentes “falsa”, como no caso da sensação de calor ser confundida com calor
como agitação de partículas.

A suposição da necessidade da identidade de dores particulares serem um disparar de
fibras-C é inconsistente com a situação aparentemente concebível anterior e,
por exemplo, a situação em que parece ser concebível existir calor, mas que não é agitação
das partículas é uma situação verdadeira na medida que é confundida com a situação metafisicamente possível da sensação de calor ser causada por outra coisa qualquer
que não a agitação de partículas.
Ambas as situações são epistemicamente idênticas, mas em nenhuma delas existe calor
como sendo um designador rígido que refere a agitação de partículas em qualquer mundo possível.

Portanto, por redução ao absurdo, conclui-se que a suposição da necessidade da
identidade é falsa, isto é, a segunda premissa é verdadeira.

Em suma, a aparente contingência cartesiana entre acontecimentos mentais
particulares e acontecimentos cerebrais particulares tem que se mostrar ilusória por uma
outra estratégia. O objetivo de Nagel é uma tentativa nesse sentido sem abdicar do
comprometimento realista da fenomenologia da experiência mental e, consequentemente,
não se trata de uma tentativa reducionista, fisicalista ou materialista.

A Identidade Psicofísica


Na hipótese empírica que os processos mentais poderão ser, necessariamente e
não-analiticamente, processos físicos, o caráter fenomenológico e subjetivo das
experiências mentais introduz limitações ao processo de descoberta científica
(a posteriori) da necessidade da identidade que não se verificam na descoberta de outras
necessidades empíricas.
Analisemos duas estratégias infrutíferas.
Os campos gravitacionais e eletromagnéticos são irredutíveis, mas necessariamente
relacionados com o comportamento de partículas elétricas e massivas,
respectivamente. Por sua vez, o caráter fenomenológico subjetivo da experiência é
também irredutível, mas necessariamente relacionado com processos físicos. Porém, a
subjetividade da fenomenologia acedida em primeira pessoa não é comparável à
objetividade das entidades teóricas científicas. Esta estratégia comparativa não serve
para estabelecer a necessidade da relação entre estados mentais e estados cerebrais.

As identidades estabelecidas nos fenômenos naturais, como água é H2O ou calor
é agitação de partículas, são reduções teóricas sucedidas somente possíveis por
intermédio de um “upward entailment” – por exemplo, as propriedades intrínsecas
macroscópicas da água são asseguradas pela hipótese empírica de que água é H2O, mais
leis teóricas genéricas acerca do seu comportamento.
A teoria empírica da necessidade da identidade psicofísica não se estabelece por esta
estratégia de “upward entailment” que possibilitaria uma redução teórica científica
dos processos mentais aos processos físicos. Pois, no problema mente-corpo os processos
cerebrais objetivos ocorrem num espaço-tempo determinado e relacionam-se com
processos mentais fenomenologicamente subjetivos que ocorrem num espaço-tempo
pouco determinado; e avanços.
Na perspectiva anti-realista semântica (Dummett) esta demonstração por redução ao absurdo não
justifica porque os estados mentais estão contingente relacionados com os estados cerebrais.
Segundo Nagel, vulgarmente existem dois gêneros de conceitos: uns estão
abertos à descoberta científica de características empíricas não implicadas pelo próprio
conceito (por exemplo, os conceitos pré-científicos como água ou calor); outros
excluem a possibilidade de descoberta científica de características empíricas não
implicadas pelo próprio conceito (por exemplo, números algébricos).
Uma diferença entre estes dois gêneros de conceitos reside na referência dos
primeiros a entidades do espaço-tempo e dos segundos a entidades não espácio-temporais.

O caso mente-corpo é uma situação intermédia às anteriores. O conceito de uma
mente ou de um processo mental exclui a possibilidade de, através de investigação
científica natural, designar também um processo ou acontecimento físico. Isto é, os
conceitos mentais atuais não referem processos físicos espácio-temporais os quais
podiam ser empiricamente investigados.

O problema de Nagel é saber como é que alguma coisa que é fenomenologicamente
individual e subjetivo pode ser simultaneamente um acontecimento fisiológico
objetivo no cérebro. O equipamento conceptual presentemente usado não nos permite
compreender como é que um acontecimento pode simultaneamente ter características
subjetivas e físicas. Esta limitação conceptual denota a inadequação dos conceitos
atuais para a formulação de uma teoria empírica que esteja de acordo com a hipótese
empírica da necessidade da identidade.

A mudança conceptual é um procedimento comum nas ciências naturais que
permite descobrir que ocorrências aparentemente contingentes se verifiquem a um nível
mais profundo como sendo ocorrências necessariamente relacionadas. Nesse sentido são
precisos conceitos que adequadamente possibilitam a apreensão da natureza intrínseca
das coisas que eles referem. No caso do problema mente-corpo, a irredutibilidade da
mente ao físico e a forte evidência da causalidade entre mente e cérebro, em ambos os
sentidos, que não conseguimos explicar, leva-nos a concluir que os conceitos mentais e
físicos usados falham na captura de algo intrínseco à natureza do fenômeno que cada
um deles refere.

Dado que os conceitos atuais são conceitos fechados à descoberta científica natural, então
o seu refinamento por análise dos seus constituintes internos
(provavelmente) possibilitará uma melhor clarificação dos conceitos, mas trata-se de
uma clarificação paralela dos conceitos que não será útil para a explicação da hipótese
da necessidade da identidade. Portanto, são necessários novos conceitos que capturem e
expliquem a necessidade da ligação entre mente-cérebro e que não resultem de uma
mera conjunção dos conceitos mentais e físicos atuais; conceitos novos, segundos os
quais caiam os conceitos atuais.

O objetivo de Nagel é estabelecer uma relação única entre fenomenologia,
fisiologia e comportamento. Visando esse objetivo assume que cada estado mental está
relacionado com cada estado cerebral por uma relação necessária mas não-conceptual,
onde os papeis funcionais são necessários para fixar a referência dos termos mentais,
dado o caráter primeira-pessoa/terceira-pessoa inextricável dos conceitos mentais. No
entanto, Nagel rejeita as tentativas funcionalistas reducionistas de os conceitos mentais
serem analisados funcionalmente, preservando, por sua vez, que cada estado mental
desempenha contingentemente um papel funcional na produção de comportamentos.
Os conceitos fenomenológicos usados devem captar as propriedades que são
detectadas em primeira e terceira pessoa.
A objetividade dos conceitos fenomenológicos é assegurada por uma relação interna com
certas condições standard circunstanciais e comportamentais: o conceito que aplicamos interiormente a nós próprios é o mesmo conceito que os outros exteriormente aplicam
a nós, e reciprocamente.
Por exemplo, a possibilidade de fixação de referência do termo “dor” depende na
relação sistemática entre a qualidade fenomenológica e as disposições comportamentais,
dadas determinadas condições.

Um dado papel funcional pode ser ocupado por diferentes qualidades
fenomenológicas em diferentes organismos. Porém, quando um dado papel funcional
serve para fixar a referência de um termo de sensação (por exemplo, “dor”) o termo
refere-se a um estado com propriedades fenomenológicas e fisiológicas essenciais, esta
é a hipótese de Nagel.
Os estados mentais devem ter uma essência dual, isto é, serem simultaneamente
fenomenológicos e fisiológicos. Se esta proposição é verdadeira, então, o aparente
concebível zombie, como réplica molecular e funcional sem fenomenologia interior
subjetiva, é uma ilusão. Porém Kripke mostra, indiretamente, que o aparente
concebível zombie é inconsistente com a tese da identidade como necessária. O que está
errado na tese de parecer concebível zombies ou seres com estados mentais e funcionais
idênticos aos humanos, mas que no lugar do cérebro têm um circuito eletrônico?
Imaginemos que Kripke está a comer um gelado. Kripke tem acesso imediato
(em primeira pessoa) ao caráter subjetivo da experiência do sabor do gelado e nós
teremos acesso (em terceira pessoa) a determinados aspectos públicos funcionais –
estímulos e comportamentos.
Esta dialética, por si mesma, estabelece uma independência conceptual ilusória.
A identificação introspectiva da experiência de Kripke não pode ser totalmente separada
das suas relações funcionais, por exemplo, a capacidade de Kripke distinguir o sabor
de nata do sabor de chocolate, num gelado.

A independência conceptual deve-se ao encobrir das condições necessárias de
referenciado conceito fenomenológico usado para descrever a experiência.
Uma situação semelhante à anterior, mas na vertente da relação entre
fenomenologia e fisiologia, resulta se imaginarmos um marciano, com uma
constituição fisiológica distinta de Kripke, a saborear sensitivamente
o gelado do mesmo modo que Kripke.
Neste caso a situação imaginada pressupõe condições de referência completas
do conceito usado para a descrever (quer funcionais, quer fenomenológicas).

Estas situações imaginadas permitem-nos concluir que se existe uma relação
necessária entre a fenomenologia e a fisiologia do saborear de um gelado por alguém,
ela não seria evidente a priori pelo conceitos que descrevem as experiências, dado que a
posse desses conceitos não envolvem nada acerca da compreensão do que se passaria no
cérebro desse alguém. No caso em que a situação é descrita em primeira pessoa (neste
caso por Kripke), a possível relação entre a qualidade fenomenológica da experiência e
a fisiologia associada não está presente no conceito fenomenológico usado e não será
detectada por análise filosófica. Portanto, não é correto deduzir que a fenomenologia se
relaciona contingentemente com a fisiologia a partir de situações imaginadas que
separam a fenomenologia da fisiologia, dado que as experiências imaginadas seriam
subjetivamente as mesmas independentemente do gênero de relação entre
fenomenologia e fisiologia.
 

Se a relação entre fenomenologia e fisiologia é uma relação necessária, então a
situação imaginada da fenomenologia sem a fisiologia que lhe está sistematicamente
associada (e vice-versa) é enganadora. Imaginemos que alguém está, neste instante, a
saborear um gelado e profere as duas afirmações seguintes: “posso conceber esta
experiência (de saborear o gelado) enquanto o meu cérebro se encontra noutro estado.

Quando imaginamos a ocorrência de um estado mental sem o estado cerebral associado,
primeiro imaginamo-nos simpaticamente num estado de consciência parecido a esse
estado mental, depois imaginamos perceptualmente a não ocorrência do estado
cerebral associado, mas essa situação de imaginação perceptual somente é possível
colocando-nos num estado diferente do primeiro.
Dada a diferença de gêneros de imaginação (perceptual e simpática) na experiência
a relação entre o estado é completamente diferente”; “posso conceber o meu cérebro
no estado específico associado ao saborear do gelado e não ter qualquer sensação do sabor”.

Supondo que a relação entre fenomenologia e fisiologia é necessária, então ambas
as afirmações estão erradas: na primeira “esta experiência” refere também um
acontecimento específico no cérebro; na segunda “o estado específico [cerebral]”
refere também a experiência fenomenal associada

Portanto, o argumento do que parece ser concebível no problema mente-corpo, alicerçado
em situações imaginadas, não mostra que a relação entre fenomenologia e fisiologia
seja uma relação contingente.

Nagel termina acrescentando uma conjectura especulativa: a evidente relação
macroscópica entre os processos mentais e manifestações comportamentais, conceptual
e contingente, trata-se de uma evidência superficial da existência a um nível mais
profundo de uma necessidade da identidade psicofísica. Ou seja, a relação macroscópica
entre mente e comportamento sugere que, provavelmente a um nível interno e
específico no cérebro, existe uma versão microscópica dessa relação, mas imediata e
não-contingente, onde as manifestações comportamentais macroscópicas tratam-se de
expressões microscópicas “comportamentais” do cérebro.

A experiência imaginada do cérebro numa tina ligado a elétrodos de input e
output evidencia que os estados mentais associados ao cérebro na tina estabelecem
relações eletrônicas imediatas e, portanto, não-contingentes de input e output com o
exterior. Mais realisticamente existem exemplos de indivíduos com lesões cerebrais que
evidenciam que mente e cérebro são em alguma medida compostos por partes que são
simultaneamente mentais e físicas. Este fenômeno de mente e cérebro como composição
de pequenas partes sugere que o cérebro é um local de subprocessos microscópicos de
relações necessárias entre “mente e comportamento” que constituem ao nível
macroscópico superficial uma relação contingente entre mente e comportamento.

Bibliografia:

Kripke, Saul (1980), Naming and Necessity, (Oxford: Blackwell), p: 134-155.

Nagel, Thomas (1979), “What is it Like to be a Bat?”, in Mortal Questions, (Cambridge: CUP), p: 166-80

Nagel, Thomas (1998), “Conceiving the Impossible and the Mind-Body Problem", Philosophy, vol. 73, n.º 285, p: 337-52. [Cópia.]

Nagel, Thomas (2000), “The Psycophysical Nexus”, in Boghossian, P.; Peacocke, C. (eds), New Esssays on the A Priori, (Oxford: OUP), p: 434-72.
 
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