Moacyr
Scliar
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A Mulher que Escreveu a Bíblia
Moacyr Scliar

Resenha da obra, biografia, bibliografia e
outras informações pertinentes

Uma sátira sensacional com alguns fragmentos da criatividade de Sérgio Porto e Fernando Veríssimo, que procura dar um enfoque quase cômico-irônico a fatos bíblicos. Nessa narrativa em primeira pessoa, conta a historia da suposta criação da bíblia com uma mistura bem temperada de religião, sexo e fantasias.
No tempo atual, uma mulher "feia de cara

 mas boa de ...corpo" e intelectualmente brilhante, empregada de uma loja de louças, submete-se a uma terapia de vidas passadas e conclui que noutra encarnação, há três mil anos, ela teria escrito a primeira versão da Bíblia.

Esta historia é o relato da trajetória fabulosa dessa personagem, filha de um pastor de cabras do deserto, que vai a Jerusalém e torna-se uma das setecentas esposas do rei Salomão. Por ser a
única letrada do harém, o soberano a encarrega de escrever a história do povo judeu, ainda
que para isso ela entre em choque com os sisudos escribas oficiais da corte.

Unindo erudição, fantasia e humor, Moacyr Scliar brinda o leitor com uma recriação deliciosa
da vida cotidiana na Jerusalém do tempo de Salomão, oferecendo novas e irreverentes versões
para conhecidos episódios bíblicos. Misto de narrativa de aventura e sátira de costumes, A mulher que escreveu a Bíblia faz parte daquela seleta categoria dos livros que é impossível parar de ler.

"Ao submeter-se a uma "terapia de vidas passadas", certa jovem descobre que fora umas das concubinas de Salomão. Esta, além de feia, tratava-se da única mulher letrada, no harém do monarca. Por isso, o rei lhe incumbira a missão de escrever a história do povo judeu.
Entrelaçando sátira e aventura, a partir desse lance narrativo, Moacyr Scliar, com aguda irreverência, reconstrói vários episódios bíblicos, enquanto percorre os bastidores da corte
e o cotidiano de Jerusalém de três mil anos passados.

O bem humorado enredo, porém, supera a mera aventura, com curiosos lances de reflexão sobre
o ato de escrever, seu sentido, razão de ser e conflitante relação com a vida, onde se destaca
toda uma perspectiva humanista radical do autor." por José Arrabal.

"Como costuma acontecer nos livros do autor, o humor irreverente anda de braços com um
profundo humanismo, cujo traço mais evidente é a simpatia pelos deserdados e excluídos. Aqui, Scliar, além de sua fabulosa imaginação, demonstra todo o seu virtuosismo literário ao misturar o registro elevado da linguagem bíblica com a fala desabusada da narradora/escriba, criando anacronismos deliberados e impagáveis.

Desse modo, brinda-nos com versões novas e hilariantes de célebres episódios bíblicos, como o
das duas mulheres que recorreram a Salomão na disputa por um bebê (“prostitutas de uma estrela, no máximo”), ou o do encontro do rei dos judeus com a bela rainha de Sabá (a quem ele recita, com propósitos lascivos, os versos do Cântico dos Cânticos).por José Geraldo Couto

Mereceu o Prêmio Jabuti!!!

Biografia


Nascido em Porto Alegre, em 1937, é autor de 53 livros, em vários gêneros: conto, romance,
crônica, ficção juvenil, ensaio. Obras suas foram publicadas nos Estados Unidos, França,
Alemanha, Espanha, Portugal, Inglaterra, Itália, Tchecoslováquia, Suécia, Noruega, Polônia, Bulgária, Japão, Argentina, Colômbia, Venezuela, México, Canadá, Israel e outros países, com grande repercussão crítica.

Recebeu vários prêmios, entre os quais: Academia Mineira de Letras (1968), Joaquim Manuel
de Macedo (1974), Érico Veríssimo (1975), Cidade de Porto Alegre (1976), Brasília (1977), Guimarães Rosa (1977), Associação Paulista de Críticos de Arte (1980), Casa de las Américas (1989), José Lins do Rego, da Academia Brasileira de Letras (1998), Jabuti (1988, 1993 e 2000, neste último ano por A Mulher que Escreveu a Bíblia). Tem trabalhos adaptados para cinema,
tevê, teatro e rádio. É colunista dos jornais Zero Hora (Porto Alegre) e Folha de S. Paulo. Foi professor visitante nas Universidades de Brown e Austin.

A vocação para a literatura surgiu cedo. Os pais, imigrantes judeus-russos moradores no bairro
do Bom Fim em Porto Alegre, eram grandes contadores; a mãe, professora, iniciou-o cedo na
leitura. Logo estava escrevendo historinhas que circulavam no bairro. Mais tarde, estudante de Medicina, publicou vários contos. Sua primeira obra de importância apareceu em 1968; era O Carnaval dos Animais, um livro de contos que alcançou grande repercussão crítica.

Duas influências são importantes na obra de Scliar. Uma é sua condição de filho de imigrantes;
a outra é sua formação como médico de saúde pública, porta de entrada para a realidade social brasileira. Em sua carreira, papel importante é reservado à literatura juvenil, que define como
"um reencontro com o jovem leitor que fui, um leitor que procurava nos livros um sentido para a
vida e para o mundo".

Bibliografia


Contos

• O Carnaval dos Animais. Porto Alegre: Movimento, 1968.
• A Balada do Falso Messias. São Paulo: Ática, 1976.
• Histórias da Terra Trêmula. São Paulo: Escrita, 1976.
• O Anão no Televisor. Porto Alegre: Globo, 1979.
• Os Melhores Contos de Moacyr Scliar. São Paulo: Global, 1974.
• Dez Contos Escolhidos. Brasília: Horizonte, 1984.
• O Olho Enigmático. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986.
• Contos Reunidos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
• A Orelha de Van Gogh. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
• O Amante da Madonna. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1997.
• Os Contistas. Rio de Janeiro: Ediouro, 1997.
• Histórias para (quase) Todos os Gostos. Porto Alegre: L&PM, 1998.

Romances

• A Guerra no Bom Fim. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 1972.
• O Exército de um Homem Só. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 1973.
• Os Deuses de Raquel. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 1975.
• O Ciclo das Águas. Porto Alegre: Globo, 1975.
• Mês de Cães Danados. Porto Alegre: L&PM, 1977.
• Doutor Miragem. Porto Alegre: L&PM, 1979.
• Os Voluntários. Porto Alegre: L&PM, 1979.
• O Centauro no Jardim. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.
• Max e os Felinos. Porto Alegre: L&PM, 1981.
• A Estranha Nação de Rafael Mendes. Porto Alegre: L&PM, 1983.
• Cenas da Vida Minúscula. Porto Alegre: L&PM, 1991.
• Sonhos Tropicais. São Paulo: Cia. das Letras, 1992.
• A Majestade do Xingu. São Paulo: Cia. das Letras, 1997.
• A Mulher que Escreveu a Bíblia. São Paulo: Cia. das Letras, 1999.
• Os Leopardos de Kafka. São Paulo: Cia. das Letras, 2000.

Literatura juvenil

• Cavalos e Obeliscos. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1981.
• A Festa no Castelo. Porto Alegre: L&PM, 1982.
• Memórias de um Aprendiz de Escritor. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1984.
• No Caminho dos Sonhos. São Paulo: FTD, 1988.
• O Tio que Flutuava. São Paulo, 1988.
• Os Cavalos da República. São Paulo: FTD, 1989.
• Pra Você Eu Conto. São Paulo: Atual, 1991.
• Uma História Só pra Mim. São Paulo: Atual, 1994.
• Um Sonho no Caroço do Abacate. São Paulo: Global, 1995.
• O Rio Grande Farroupilha. São Paulo: Ática, 1995.
• Câmera na Mão, O Guarani no Coração. São Paulo: Ática, 1998.
• A Colina dos Suspiros. São Paulo: Moderna, 1999.
• O Mistério da Casa Verde. São Paulo: Ática, 2000.
• O Livro da Medicina. São Paulo: Cia. das Letras, 2000.

Crônicas

• A Massagista Japonesa. Porto Alegre: L&PM, 1984.
• Um País Chamado Infância. Porto Alegre: Sulina, 1989; São Paulo: Ática, 1995.
• Dicionário do Viajante Insólito. Porto Alegre: L&PM, 1995.
• Minha Mãe Não Dorme Enquanto Eu Não Chegar. Porto Alegre: L&PM, 1996.

Ensaios

• A Condição Judaica. Porto Alegre, 1987.
• Do Mágico ao Social: A Trajetória da Saúde Pública. Porto Alegre: L&PM, 1987.
• Cenas Médicas. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 1988.
• Se Eu Fosse Rotschild. Porto Alegre: L&PM, 1993.
• Judaísmo: Dispersão e Unidade. São Paulo: Ática, 1994.
• Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1996.
• A Paixão Transformada: História da Medicina na Literatura. São Paulo: Cia. das Letras, 1996.
• Porto de Histórias: Mistérios e Crepúsculos de Porto Alegre. Rio de Janeiro: Record, 2000.
• Meu Filho, o Doutor: Medicina e Judaísmo na História, na Literatura – e no Humor. 
Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.

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