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A Construção do Ser Educador nos Dias de Hoje

Graziela ALVES*
grazialves@ibest.com.br

O que pretendemos falar é da questão mais humana. Não podemos estar em um pedestal só porque somos professores, temos
que nos aproximar....

Percebemos, atualmente, uma insatisfação de muitos “profissionais da educação”, reclamando sobre sua prática, dizendo está cada vez mais difícil o desenvolvimento
de um bom trabalho. Segundo estes, não se tem uma base, uma estrutura a qual
possamos nos orientar. A cada dia surgem novos pensadores, pressupostos e
propostas de mudanças na educação. A verdade é que essa busca por melhores
condições de ensino-aprendizagem são de extrema importância.

A formação continuada de professores, novas estratégias, dinâmicas, devem ser estudadas e aperfeiçoadas. Não podemos parar no tempo achando que sabemos tudo. Se sempre fizemos
assim e deu certo, porque mudar então? A mudança é necessária, pois as pessoas não são as mesmas, o mundo não é o mesmo e o mercado de trabalho está a exigir pessoas que sejam
realmente capacitadas, que estejam dispostas e estudar e a renovar sempre.
Muito se tem falado sobre a questão do ser educador e o estar educador, achamos que o maior problema da educação no Brasil, é justamente esse, pois temos pessoas envolvidas na educação totalmente despreocupadas, interessadas apenas em receber o salário no final do mês.
É lógico que a educação não pode ser boa e a sociedade que se forma também não, pois
estamos entregando nossas crianças a pessoas não responsáveis com o sucesso de seus alunos,
sua aprendizagem e formação enquanto cidadão.

Não vamos também fazer demagogia. Sabemos que a situação não está fácil para ninguém e
até mesmo os compromissados, os que realmente são educadores estão passando por crises existenciais. Mas não podemos desistir nunca. Acreditamos que o primeiro passo para a mudança
e para o sucesso é a força de vontade em querer mudar a cada dia a sua prática.
Não podemos esquecer que ainda nos dias atuais somos modelos de referência para nossos alunos. Se não mostramos interesse e segurança no que fazemos, como podemos inculcar isso neles? Pensamos que com todo esse avanço tecnológico, tudo é referência para o aluno, menos nós.
Mas é aí que nos enganamos redondamente. O professor ainda tem que ser exemplo de
profissional, de pai, de amigo, enfim, ... pois o educador não assume esse papel somente dentro
da sala de aula, mas, deve ser um modelo que permanece em todos os aspectos da vida social.
O problema maior ainda é que existem pessoas que além de não serem exemplos, tem um
discurso todo diverso do que é, e ainda criticam os outros, pois a palavra ainda comove,
mas o exemplo arrasa.

Não pensemos nós, que os alunos não estão atentos, eles nos conhecem muito bem.
Conseguem distinguir e perceber se o que pregamos é realmente o que praticamos.
Então temos de ser exemplos e cumpridores da nossa fala.
Temos de ter em mente também que o professor não é uma máquina que apenas decodifica informações e que as repassa como um robô. O ser humano se forma nas relações sociais,
a subjetividade é algo muito importante na pessoa do educador.
Não somos apenas conhecimento, somos também sentimentos.

Para sermos bons educadores, o requisito mínimo exigido é que tenhamos domínio do conteúdo,
mas isso é relativamente fácil, o mais difícil é sabermos lidar com as emoções, com pessoas, crianças, jovens, adultos, totalmente diferentes de nós. De nada adianta sabermos o conteúdo,
mas não sabermos repassá-lo, não sermos exemplo, não conseguirmos demonstrar segurança e sabermos nos relacionar com os educandos. Sabemos que muitas vezes é difícil agir assim,
mas é o ideal.
O conhecimento não é algo distante, que consigamos colocar em uma caixinha e transmiti-lo unicamente, ao falar expomos opiniões próprias, modo próprio de ver as coisas, de agir,
de pensar, o conhecimento antes de mais nada é íntimo, ele acaba passando pela questão
humana, individual, antes de ser transmitido e ensinado. É lógico que não estamos falando
de tornar o conhecimento científico senso-comum, mas o que queremos mostrar é que o sujeito
não consegue ser totalmente imparcial no seu discurso, pois o conhecimento está ligado ao
íntimo do indivíduo. Temos de nos conhecer antes de mais nada; temos de estar de bem
conosco (auto-conhecimento); somente tendo mente e corpo funcionando ativamente é que
podemos ser bons profissionais.


O que pretendemos falar é da questão mais humana, não podemos estar em um pedestal só
porque somos professores, temos que nos aproximar dos alunos, pois assim também podemos aprender e crescer com eles. Ser educador é também ser gente, antes de mais nada, normal
como todos os outros. O sujeito, na relação com o objeto, constrói o conhecimento.
Todo conhecimento depende de tempo e de espaço.
Temos que mostrar aos discentes que eles são capazes de mudar, de construir, de transformar,
de descobrir coisas novas, não podemos apenas repassar conteúdos que para eles muitas vezes
nem fazem sentido. Os professores de um modo geral, até por uma “pressão” do sistema, de
ordens superiores, acabam ficando bitolados, restringindo-se a ensinarem apenas conteúdos,
quase ou sempre, insignificantes e esquecem de mostrar ao estudante uma visão crítica
de mundo que é o que eles mais precisam.
O papel do professor, segundo Zenita Cunha Guenther é “evitar que o talento humano seja
perdido, ou desviado e proporcionar a estimulação e a orientação necessária ao
desenvolvimento sadio e apropriado”.

O conhecimento e as informações, os alunos buscam em vários lugares, mas aprenderem a interpretá-las criticamente é somente na escola, no meio acadêmico que se ensina.
Aí está a importância do professor, fazer com que o educando distinga o que é certo e o que
é errado, o que é bom e o que é ruim e possa assim fazer suas próprias escolhas e buscar suas conquistas. De acordo com Pedro Demo “Ser educador é cuidar, fundamentalmente, para
que o aluno aprenda”.
Ao laborar nos transformamos como pessoa. Ser educador é muito mais complexo do que imaginamos, mas para descobrir essa complexidade basta querer ser, buscar, não ter medo
das mudanças e gostar do que faz, achamos que isso é fundamental. Ainda, segundo Pedro
Demo, “Educação é, sobretudo, formar a autonomia crítica e criativa do sujeito histórico competente”, esse é o papel do verdadeiro educador.
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Graziela Alves
E-mail: grazialves@ibest.com.br
Licenciada em Letras (Português/Inglês) pela UNIVALI e Pós-Graduada em Práticas
Pedagógicas Inovadoras com Enfoques Multidisciplinares pela Faculdade de Educação de Joinville - FEJ

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